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    Jardim dos Encontros


    Da série A QUEM INTERESSAR POSSA: Novas direções online

    O meu  novo endereço na bolha: Jardim dos Encontros no blogspot

    A nova casa das minhas frescuras: Ulisses&Penélope



    Escrito por A dona do jardim às 20h52
    [] []



    Da série GRANDES ENCONTROS NA ESTRADA: Alegrias

    Ontem tive um encontro para lá de especial. Acompanhada de um rapaz que há pouco tempo entrou no meu hall de convivas quase diários, fomos até um dos artistas mais renomados de nossa terra chamada Bahia.

    Lá em Pituaçu, em sua oficina, ele nos recebeu com deferência e gentileza, sem indicar qualquer impaciência com nosso deslumbramento por estarmos ali. Ofertamos o livro editado em nosso projeto que leva seu nome, alguns convites e nossos sinceros agradecimentos pelo carinho e disponibilidade para nos auxiliar em nossa empreitada teatral.

    E conversamos, conversamos muito! Sobre os ritmos da vida, filhos e parceiros, sabedoria popular (antes tarde do que nunca), as tabas de dentro e fora, o papel dos jovens na roda do mundo, novos e velhos amigos, escolhas... Ali, na frente de uma pessoa que se sabe bem e que se move em direção ao outro com delicado humor, pensei como algumas coisas nos trazem crescimentos inimagináveis.

    Havia muito que eu não conhecia alguém tão perspicaz...

    (...)

    Quase nunca declino de convites, porque adoro a experiência por trás deles. Viver é movimento, pelo menos para mim. Quando a rua chama para as novas vivências, termino por não as desperdiçar, mesmo quando cansada de caminhadas a esmo. Prefiro sempre ir ao encontro do outro a ficar centrada em mim.

    E ali, sentada com duas pessoas admiráveis e (já) queridas, agradeci por ter me disposto a isso. Por ter me dado o trabalho de viver este desafio profissional, de encarar ritmos e conciliações com meu ânimo de menina.

    (...)

    Queria compartilhar isto com quem passa por aqui: minha felicidade de ter vivido isso ontem.

    E, como não poderia deixar de ser, o muito obrigado àqueles que ajudaram a me apresentar o caminho: Laróyè!



    Escrito por A dona do jardim às 13h57
    [] []



    Da série A MULHER NO ESPELHO: Tocaia

    Não parece, mas eu sinto medo. Muito. Bastante. Demais.

    E quase sempre.

    (...)

    Às vezes parece que sinto TODO o medo, de cada um, de todos que já se foram, dos demais que se anunciam.

    Há momentos em que o medo se transfigura em pânico, desespero, horror e em outras tantas palavras, bonitas de escrita e doídas quando grudam na pele nossa.

    Tem dias que é Loucura em forma de sussuro, de espirais no ar, de cheiro de tempestade. E aí eu temo quieta em mim, sem ousar som algum; nenhum outro poderia ouvir os ecos do meu peito.

    (...)

    Quando minha angústia cavalga meus ossos, me motivo a domá-la. Exercício de autopreservar-se que caleja as mãos mas não extermina. Náusea eu sinto quando ela apenas me observa, em silêncio. Olhar que não me olha, me espia. Me persegue.

    (...)

    Escolhi uma manobra arriscada e estou reavaliando se vou consegui-la. Giro no ar que me revela ora as nuvens ora o assoalho, e a queda se prenuncia sem que eu encontre uma solução a tempo de me salvar das fraturas.

    (...)

    Não sei... Alma e corpo e sentires e históricos e sonhos que nino em mim caminham em tal descompasso que tem vezes que me pergunto se me usaram para preencher o vasilhame de existência certo....

    Mas sinto que aquele que poderia me esclarecer isso não está por perto.



    Escrito por A dona do jardim às 13h21
    [] []



    Da série A MULHER NO ESPELHO: Virada na Penélope Cruz

    Morta de preguiças e com a certeza de que a aparente incapacidade é só falha de percepção, decidi revirar meu Jardim por completo para buscar o ânimo perdido.

    (...)

    É verdadeiramente surreal minha força para as corridas disputadas com meus fantasmas, minhas quedas-de-braço com meus medos e minhas partidas de luta livre com as preguiças diárias. Não sei como dou conta, mas me é ainda mais misterioso como eu não me dou conta de que fiz e teimo em me dizer incompetente e incapaz.

    (Ainda hei de encontrar o culpado por tantas cicatrizes e pedir-lhe em troca indenizações suficientes para banhos eternos em leite de cabra...)

    Pois bem; reli tudo, me ri, me envergonhei, me desejei compartilhar, me entendi, me reencontrei. E agora, madrugada batendo na porta, me lembrei quem sou e reafirmo a necessidade diária de exercícios e suores e gastos calóricos para além do nível da metáfora. Porque meu corpo só dá passagem à minha alma quando ele já está cansado e satisfeito com suas merecidas endorfinas.

    E parto para o importante momento de trabalho do dia. Sem muita certeza do roteiro e dos caminhos, sigo ainda assim, me trombando nas paredes e clamando pela presença de Almodóvar para esclarecer os pontos mais non-sense de minha existência.

    Porque eu ando cansada, mas tão completamente virada na Penélope Cruz que não há quem me segure.

    Nem eu mesma...



    Escrito por A dona do jardim às 00h53
    [] []



    Da série RASCUNHOS POÉTICOS: Talento contado

    Me fiz de cores bonitas porque não me quis mártir. Diferente de Joana D'Arc, ouvi meus anjos me convidarem para o nascer do Sol. 'Pouse as armas que pesam e use esta espada de luz'. Haborizice levada às consequências diárias de traçar um caminho por meio de labirintos de sonho.

    Nem mesmo nas fogueiras de dentro desejo ser queimada. Me fiz pra fora, cantada, contada, relatada, narrada aos ares por medo de me afogar dentro. E saí distribuindo passe-livre para amigos diversos sempre capazes de me fazer sair da profundidade que rouba o ar.

    Sisudez faz mal a meus poros, ainda que o riso de menina macule por vezes a minha imagem. Mas antes ser boba e contente e lustrosa e colorida a ser feita de ferro apagado. Meu ferro deve ser em brasa, que se molda ao golpe e convida o guerreiro para a luta.

    Acho bonito gente centrada porque sou rodopio assoviante que se renova a cada nascer de dia. Para que deitar-me em terra se as estrelas convidam meu olhar para o devaneio de sonhos alados? Meu chão dá suporte para saltos, que tento fazer leves na queda e longos na altura.

    Prefiro ser de vento, de chama, de fruta, de marulho. É trabalhoso ser assim, disto sabemos.

    (...)

    Mas quem me disse que seriam dias de uma existência com pouco suor?



    Escrito por A dona do jardim às 12h23
    [] []



    Da série COISAS QUE REALMENTE IMPORTAM: Novos olhares

    2010 chegou com tudo e só agora consigo retornar aqui. E mesmo assim, escrever estas linhas significa me furtar de demandas importantes e realmente urgentes.

    (Nunca mais fico sem férias na virada do ano!!!!)

    Mas como sou moça do ócio (jamais da preguiça!), me dou mais este direito, como merecidas férias que não tirei senão polvilhadas aos poucos ao longo de dias de sol e amigos e trabalho e suores no final de 2009 e início do presente ano.

    Pois bem; morar sozinha sempre foi sonho antigo, realizado agora. E isso me dá chance e silêncio de olhar para cantinhos daqui de dentro que andavam empoeirados. Hoje foi desses dias... E engraçado que morar apenas comigo sempre foi desejo para eu me saber dona de um espaço que possa ser compartilhado com os que amo. Amigos e amores sempre bem-vindos, com direito a cópia de chave e pousos longos se assim se fizer necessário.

    Vale o comentário-resposta aos menos otimistas, que tendem a achar que o espaço pessoal deve ser protegido com cercas: sou moça dos afetos e dos limites, então, pelo menos por ora, não tenho medo de me ver invadida pela sem-noçãozice alheia, porque na minha casa e no meu peito entram apenas os que desejo. E os penetras, ah! essses são sumariamente convidados para partirem porta afora. Sem dor, porque se eu não gosto de alguém há outros que hão de gostá-los em meu lugar, me livrando de mais essa responsabilidade.

    Pois, então; vim aqui falar de outras coisas e devo assim fazer. Olhando minhas resoluções 2009, vejo que saí vitoriosa de batalhas importantes, a maior parte travadas comigo mesma. Agora é momento de pensar nos 300 e tantos dias que o recém-entrado-ano me promete, e parar para refletir sobre os próximos passos azeita meus neurônios e anima meus músculos.

    O que pretendo, preciso, desejo e vislumbro é, mais uma vez, composto de material que em sua maioria se refere apenas a mim mesma e à minha capacidade de domar o cavalo enlouquecido que trago em meu peito e costumo chamar de alma:

    - Ser moça dos estudos, da construção dos conhecimentos e do Mestrado bem-feito;

    - Ser mais minha amiga, com carinho por meus medos e respeito por meus planos;

    - Ser filha mais presente, mas sem deixar meu frágil equilíbro emocional esvair-se porta afora;

    - Ser pessoa mais sabida, mais leitora, mais focada, mais atenta, menos multifoco;

    - Ser artista mais atuante, em projetos que me interessam e acrescentem a meu currículo, experiência e conta bancária;

    - Ser gestora meus recursos, sejam eles o Tempo, o Dinheiro, o Amor ou a Saúde;

    - Deixar de ser menina-Capricho, fazendo, de uma vez por todas, as pazes com meu eterno algoz espelho;

    - Ser menina-moça-mulher de alguém bonito e traquilo, que venha se somar ao equilíbrio que estou conquistando.

    ****************************************************************************************************

    E, no universo da prática e objetividade - que não podem faltar - traduzo algumas das metas em objetos de desejo: perder xxxx quilos; engordar meu porquinho; comprar meu carro; manter meus amigos e fazer outros; terminar meu Mestrado BEM melhor do que comecei; estar em cena algumas vezes ('algum' é sempre mais de 3. rsrsrs); aprender um novo idioma; viajar mais pra fora e como sempre para dentro; perder menos tempo pensando bobagens.

    É isso! Desejo o melhor para todos nós, porque é assim que deve ser!



    Escrito por A dona do jardim às 21h54
    [] []



    Quero fazer minhas reflexões de fim de ano e minhas projeções de novo ano. Mas ainda estou sem tempo. Tenho que parar, sentar, pensá-las e capturar os pensamentos em palavras.

    Ainda estou em 2009, ainda há muito deste ano para eu fazer, ainda que a maioria já pense neste nosso 2009 como uma coisa enterrada. Dias 29 a 31 são meio um placebo para quase todos, e eram para mim, mas hoje são dias úteis, usáveis e válidos.

    Então, com licença, que vou usar os dias que me restam neste lindo 2009, o ano que foi 5! 



    Escrito por A dona do jardim às 08h59
    [] []



    Da série GLOSSÁRIO: Ímpar

    Tem dia em que sozinho é sinônimo de solitário...



    Escrito por A dona do jardim às 22h24
    [] []



    Da série CHEZ MOI: Primeiros olhares

    Do meu quintal eu vejo o céu e os pássaros coloridos são meus visitantes.

    Lá no alto da ladeira a vida corre com pressa demais para que minhas pernas entendam agora...

    Dentro há silêncio, e barulhos de música que escolhi. Exercício duro de não-dizer, para mocinha habituada a gritar para se fazer escutar. Sentia saudade da maciez do silêncio, que recebeu esta filha pródiga com doçura e compreensão.

    Tenho tentado cumprir meus tempos, ainda que meu amigo não tenha me esperado como preciso. Até se dilata, se demora, se detém, mas tem seguido para frente com força de torrente, testando a força de meus músculos. (Todo ano tenho certeza de que o Tempo tem amor platônico pelo Dezembro, e quando o avista no fim do calendário, se desembesta rumo a um abraço desses de novela...)

    Meu quarto recebe o som, minha sala recebe a brisa, minha cozinha recebe o calor (afe!), meu quintal recepciona o sol.

    E termino com ele, meu pequeno cercado de azul e verde. Lindo como só o bem simples consegue ser.



    Escrito por A dona do jardim às 13h38
    [] []



    Da série DIAS DE FESTA: Re-consciência

    Lendo o caderno especial do maior jornal do Nordeste festejando o Dia Nacional da Consciência Negra não consegui não me emocionar.

    Os textos do A Tarde nunca são lá grande coisa, sabemos, mas abordou com a delicadeza o tema proposto que apenas o encarte da Muito tem feito nesses tempos. Cumpriu-se, mas não veio daí a reflexão, não. A gota de lágrima insistente em ser Poliana às vezes veio das imagens e não das letras. E sequer foram as de reportagem.

    O que me chamou a atenção e emocionou foram os anúncios publicitários.

    (!)

    Sabem todos (pelo menos os que se detiveram por um minuto que seja sobre as novas facetas do nosso antigo capitalismo) que o tal 'mercado', esse ente sem rosto mas não sem cérebro, já entendeu há tempos que as identidades são a bola da vez para tomar o rico dinheirinho de todos. Mulheres, homens, gordos, emos, rockers, nerds, GLSs, idosos, esportistas, yogues, vegetarianos, nordestinos, crianças, cristãos, solteiros; seja lá qual for o(s) nicho(s) que você decidir ocupar, o mercado estará lá oferecendo Algo perfeito para suas necessidades! E isso é feito com um cinismo tamanho que se torna risível se conseguimos enxergar o avesso das suas artimanhas, nem sempre muito engenhosas.

     

    Mas eu, menina-de-Pituba-criada-em-playground-de-vidro,

    com pais sulistas,

    que tinha que ir dormir na casa da empregada para construir algum senso de realidade sintonizado com a minha real identidade baiana,

    que já passei muita guanidina no cabelo antes de me entender black,

    que tive menos de 50 colegas negros em toda minha vida escolar,

    que já cortei mil dobrados explicando para as amigas (muitas delas boas, doces e inteligentes) o valor da diferença,

    que cresci indo no shopping center,

    que só acompanhava o Carnaval pela televisão (eca!) porque a população era muito perigosa,

    que JAMAIS teve contato com religiões/danças/músicas/roupas afrobaianas antes de ir com minhas próprias pernas atrás delas,

    que agradece a cada dia por ter vivido o Vila Velha e convivido com a força e estima do Bando,

    (...)

    para mim, moça que poderia ser uma tapada se não buscasse sair da concha assim que entendeu que uma a cercava...

    ver mulheres lindas, negras-com-cara-de-negra (e não com suas identidades sublocadas a um outro padrão de beleza), em diversas propagandas maravilhosas, tive o sentimento de que, finalmente, a pluralidade se expressa.

    Porque as fotos que vi ali não tem o tom de 'essa modelo só está aqui por causa da Lei das Cotas'. Elas são sérias e pensadas para aquelas mulheres. Nada de enfiar a bola na estrela. Nada de complexos na diferença!.E isso ajuda (MUUUUUUITO) uma penca de meninas por aí a fazerem as pazes com suas identidades em construção. Nada pior do que viver sem referências que lhe contemplem, tentando, a duras penas, se encaixar num padrão que acha que o seu tesouro é um estorvo.

    (Parênteses para lembrar da Cindy Crawford que foi dispensada da sua primeira agência porque se recusou a tirar sua famosa pinta; da cunhada de um amigo que há meses procura uma foto de um bebê negro em revistas para gestantes e do esforço das mulheres de Maria Mulher, de Porto Alegre, em encontrar bonecas negras para suas filhas e sobrinhas).

    Ver aquelas mulheres exercendo suas belezas sem traduções, sem concessões, me dá um orgulho tão grande de viver esta Bahia no encontro consigo. Não que estejamos no ideal, sei bem disso; mas é que por toda minha infância e adolescência era isso que faltava no meu entorno. E agora elas estão aí!

    (Não lembro de modelos não-brancas em propagandas dos shoppings que eu ia quando pequena...)

    Mulheres, homens, crianças, roupas, cabelos e cheiros que nos lembram que aqui nessa terra tem muita gente que sabe bem o valor que tem. Mesmo com todos os que lhe dizem o contrário. Gente que se entendeu consigo mesmo, e caminha para uma autoimagem mais forte e bem-resolvida. E, de lambuja, nos oferecendo uma fauna urbana das mais lindas que podemos encontrar.

    Sem hipocrisia, sem falsos moralismos, sem polianices, sem discurso politicamente correto: fiquei encantada com a diversidade casada com a beleza. E isso é suficiente para me fazer escrever isso.

    Feliz dia. Feliz Consciência. A cor é, para mim, o que menos importa..

    Axé!



    Escrito por A dona do jardim às 01h49
    [] []



    Da série RASCUNHOS POÉTICOS: Novo ângulo

    Me inclinando para ouvir o outro a minha frente, perdi o equilíbrio e dei com a cara no chão. Ferida doída que lateja do lado da cabeça, cuspindo idéias prontas sobre caminhos que eu desencontrei.

    Cansaço, de longa data, prega minha face com força no chão e faz o céu mais longe do que as remotas tribos de Lévy-Strauss. Desajuste sonoro, que ora envolve meu estômago ora toma conta de minha gramática. Meus músculos perderam a impáfia do meu olhar, tenho certeza disso sempre que nos admiramos mutuamente. Mas para onde mais olhar, se as insatisfações marcadas na pele são as mais lustrosas lembranças de passados de queda?

    Sentada, deitada, de pé, pulando: rotina ate-desate que me faz gargalhar apenas com os olhos, já que o resto se preocupa em me mostrar mais equilibrada do que jamais poderei ser.



    Escrito por A dona do jardim às 12h25
    [] []



    Da série FAÇA VOCÊ MESMO: Pesadelos

    MONTE SEU PESADELO!

    Utilizando apenas 06 ingredientes (lugar + temperatura + cheiro + elemento humano + elemento animal + som), crie a situação mais desagradável que você conseguir.


    Para entender, dou meu próprio exemplo:

    Eu, sozinha em um galpão mal-iluminado, com muitas sombras e luzes meio piscando + um frio do cão + o ar com cheiro de passarinha fritando + pedaços de corpo de manequim + baratas voadoras + Jorge Vercilo nas alturas = morte súbita desta que vos escreve.

    O de minha amiga Lamas, por exemplo, envolve jaca e sapos. Pra meu irmão, desinfetante de pinho. E conheci uma doida que se pela de medo de formigas.

    (...)

    Exercício de auto-conhecimento de segunda categoria, mas no mínimo curioso. Só pela diversão, na moral, pense aí as coisas sensoriais mais insuportáveis para você e me conte.

     



    Escrito por A dona do jardim às 16h36
    [] []



    Da série GINCANAS DIÁRIAS: Novos medos

    Processo de criação solo, meio solta; Mestrado atrasado como nunca imaginei que pudesse ficar; Mudança de casa (onde não tenho sequer um copo e uma faca); Morte-súbita do meu computador; Documentos perdidos pelo Correio; Dinheiro de mal-humor; Produção pequena que atrasou; Um afeto vindo de longe; Querendo emagrecer para ficar bonita; FIAC; aulas de francês necessárias para vida; Freelas para salvar as contas; Furacões na família...

    *

    *

    *

    *

    Ok, confesso: pela primeira vez acho que não vou conseguir, que não vai dar pé, que superestimei minha capacidade de trabalho, que MEFUDI de verdade. Na dúvida, me enchi de pó de guaraná, peguei um computador emprestado (de onde escrevo isso), aceitei o cafuné e vou sorrindo.

    Obrigada amigos lindos e torcedores diários, que têm feito meus dias possíveis e meu coração mais quente!



    Escrito por A dona do jardim às 12h19
    [] []



    Da série GRANDES DESCOBERTAS DA HUMANIDADE: Novo verbo

    Hoje notei que, finalmente, aprendi a fazer uma coisa que tentava há anos: ignorar.

    Tentando viver mais leve. Tentando me poupar da loucura do outro. Tentando dispensar os conflitos. Tentando rir mais.

    Há de dar tudo certo...

     



    Escrito por A dona do jardim às 19h14
    [] []



    Da série SUSPIROS

     *

              *

                        *

                                   *

                                             *

                                                       *

                                                                Ai, que vontade de Buenos Aires...



    Escrito por A dona do jardim às 17h57
    [] []



    Da série PRÓXIMOS PASSOS: Caminhando

    Caminante, son tus huellas el camino y nada más;

    Caminante, no hay camino, se hace camino al andar.

    Al andar se hace el camino,

    y al volver la vista atrás

    se ve la senda que nunca se ha de volver a pisar.

    Caminante no hay camino sino estelas en la mar.

    Antônio Machado: poeta espanhol, 1875-1939.



    Escrito por A dona do jardim às 08h53
    [] []



    Da série GRANDES QUESTÕES DA HUMANIDADE/FURTOS VIRTUAIS: Câmbio...

    UMA DÚVIDA...

    Alguém lê isso?

    Se você está lendo isto, manifeste-se para eu saber que você existe.

    (Texto e ideia roubados do blog do amado Celsinho).



    Escrito por A dona do jardim às 21h00
    [] []



    Da série SUDORESE DIÁRIA: No caminho certo?

    Tudo bem que não trabalhei como devia no final de semana - devo ter dedicado uns 20% ao trabalho, uns 30% aos afetos e o resto ao merecido descanso. Tudo bem que não tenha a disciplina que pretendo ter. Tudo bem que sinto uma ponta de inveja daqueles que fazem as coisas sem esforço. Mais: inveja meeeeesmo dos que fazem as coisas sem sofrer e que declinam de convites sem dor. Tudo bem que sou uma louca desvairada que aceita muuuuuito mais coisas do que deveria. Tudo bem que a qualidade do que faço às vezes é expelida junto com meu suor. Tudo bem que meu dinheiro tem corrido porta afora como pequenos coelhos (rápidos) e assustados. Tudo bem que sou uma multi-foco, que perde um tempo danado devaneando - e escrever isto agora é prova disto. Tudo bem que sou dramática e tenho cer-te-za umas 3 vezes por ano de que a única solução de minha vida seria me matar.

    Tudo bem tudo isso... Mesmo!

    Porque estou tentando me amar, me respeitar, manter o humor, cuidar de meus afetos, ser responsável por mim. E sigo lu-tan-do para não achar que suor é sinônimo de competência, sob pena de me tornar uma moça arrogante-cheia-de-virtudes-à-moda-dos-protestantes-anglicanos-com-suas-roupas-pretas.  Eca!

    Não acho que sou melhor do que alguém que não eu mesma no dia anterior. Pra frente, pé a pé, passo a passo, dia a dia. Mas, peloamordeCristo, eu mereço bater palmas para mim mesma. E não me chicotear como costumo fazer. Burra, perdendo tempo dizendo que sou burra (hum... fiquei confusa agora. rsrsr). Não estou pedindo a ninguém que me ovacione em NADA. Se algum amigo quiser me ajudar, me ensine apenas a unir sonoramente as minhas mãos evocando minha auto-estima, como fizeram uns muitos queridos a dias atrás. (Na verdade alguns deles na real me deram foi uns safanões daqueles que estragam o penteado, mas agradeço mesmo assim tal doçura maldisfarçada...).

    Acho que mereço, com tanto esforço, crescer, ganhar dinheiro, amigos, saúde e conforto no final da corrida, porque tenho investido para isso. Sem que isso seja em detrimento de absolutamente ninguém (o seu sucesso não me constrange; minhas confusões que me deixam abobada). Acho que mereço, de verdade!

    Se alguém souber o endereço do guichê onde a gente deve apresentar os carnês de suor quitados para receber meu merecido prêmio composto de Felicidade/Sucesso/Auto-realização, manda pra mim que eu serei eternamente grata.

    E, à meia-noite e apenas na metade do trabalho, repito: Vamo que vamo!

    P.S.: E antes que eu me esqueça: os que não souberem lidar com as conquistas dos outros, per favore, vão catar coquinho! rsrsrs



    Escrito por A dona do jardim às 23h36
    [] []



    Da série FURTOS VIRTUAIS: Risadas de mau-agouro



    Escrito por A dona do jardim às 17h56
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    Da série AUTO-DOUTRINAÇÃO: Pecado capital

    E sigo, repetindo para mim mesma, para o mundo, para meu umbigo, para a TV e para todos os meus antepassados:

    EU TENHO DIREITO DE SENTIR PREGUIÇA!

    Ora, me deixem em paz, demoninhos infelizes da produtividade sem limites. Chega!



    Escrito por A dona do jardim às 20h32
    [] []



    Da série MENSAGEM NA GARRAFA: Amigos

    É... parece que está amanhecendo.

    (...)

    Obrigada àqueles que me vieram ajudar a abrir as cortinas. Obrigada.



    Escrito por A dona do jardim às 20h24
    [] []



    Da série FRAGMENTOS: Perguntas e respostas

    Após descobrir que estou muito mais cuidada por outros do que poderia supor no auge de minhas loucuras, me valho da força física para me fazer amanhecer. Caminhar para frente, com ou sem vontade; me mandaram fazer isso e estou obedecendo...

    Voltei hoje a meu processo de Fragmentos de um só, me dedicando ao solo 'Cartografia de um relevo interno', para falar dos tropeços solitários daqueles que inventam de criar um caminho só para si. O nome soa pomposo demais pro meu gosto e o tema não é novo, mas eu sou nova nele, e para mim isso basta para tornar tudo deliciosamente complicado.

    (Comida de se comer pelas beiradas, com colherzinha pequena para não engasgar)

    A regra, bem, tem sido 'menos dor', 'mais tranquilidade' e 'não tentar resolver tudonumrespirosó'. Assim, chegando a uma questão interessante na sala de ensaio, decidi compartilhar com os passeantes deste Jardim, e aguardar respostas para alimentar meu criar.

    Se você só pudesse levar 5 itens para uma longa viagem a um lugar desconhecido, o que você levaria?

    Só isso. Adorarei ter respostas. Mas entenderei os silêncios. Menos dor, não esqueça; esta é a regra deste espaço virtual até segunda ordem. Ainda que nas aventuras solitárias nem sempre possa ser assim tão simples...


    Para assistir: Viagem a Darjeeling. Da categoria 'lugares bonitos' e 'tem o Adrien Brody no elenco'. E porque é divertido mesmo...



    Escrito por A dona do jardim às 16h46
    [] []



    Da série ERRATAS: Alertas amarelos, verdes e vermelhos

    Olhe: tudo o que eu escrevi aí embaixo é verdade. Mas, como palavra escrita não tem 'tom' e eu odeio posar de lamurienta, aviso logo que a única parte importante é saber que estou cansada e confusa de verdade. Que o sono não tem ajudado. Mas que essas coisitas chatas são mesmo parte da vida, então não se gaste muito com isso não!

    Basta um cafunezinho para eu me distrair e todos os medos irem embora... Pelo menos é nisso que eu acredito.

    E mesmo sem vontade e morrendo de medo de todo o caminho, a máxima continua valendo: Vamo que vamo!

     



    Escrito por A dona do jardim às 08h56
    [] []



    Da série CONFISSÕES AO PÉ DO OUVIDO: Alerta vermelho

    Preciso compartilhar uma coisa com que quer que seja antes que eu exploda: temo estar enlouquecendo. Sem figuras de linguagem. Não consigo pensar em menos de 50 coisas ao mesmo tempo; sinto dores nos músculos e reações nas entranhas pelo simples poder da imaginação; pesadelos são recorrentes; esqueço as coisas ou penso que já as fiz; misturo realidade e sonho com cada vez mais frequência.

    Nem quando eu ouvia vozes na minha cabeça (sim, isso de fato aconteceu, lá pelos 12 anos de idade. Era horrível, gritavam na minha cabeça, determinando comportamentos, dando ordens. Nada agressivo ou perigoso, mas realmente assustador. Segundo os médicos, alguns sintomas esquizofrênicos são comuns em adolescentes, ainda que passageiros. ufa...) eu senti a minha mente tão pouco sob controle.

    Não vou mentir só pra ser A BOA que eu não tô com medo; porque eu estou apavorada com o que se passa aqui dentro...

    Amigos, pronunciai-vos!



    Escrito por A dona do jardim às 18h47
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    Da série CITAÇÕES: Como um rio que nasce

    Como um rio,

    que nasce de outros,

    saber seguir junto,

    com outros sendo e noutros se prolongando

    e construir o encontro com as águas grandes do oceano sem fim.

    Tiago de Melo (quem?rsrs)



    Escrito por A dona do jardim às 13h19
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    Ainda sobre necessidades...

    Viajar para mim é terapia das mais válidas. Pessoa preocupada com o olhar dos outros que sou (sim, esta sou eu!), tenho dificuldades em fazer mudanças estruturais frente àqueles que me conhecem de certa maneira. (Modus operandis que aprisiona...) Medo de solidão, certamente. Receio de me ver abandonada pelos olhos confusos dos amigos e convivas graças a mudanças loucas que minha alma insista em fazer.

    (Mutações diárias de Cosmos em constante explosão).

    Não tenho ganaa de solidão. Meu maior medo de criança era ser esquecida pelos meus pais no Shopping. (Marcas pequeno-burguesas que escondo sob camadas de discurso engajado) Como se meus passos errando entre as novidades coloridas das lojas fossem uma permissão para me deixarem ali. Culpa sugerindo que a inconstância resulta em repúdio do outro. Quero afetos sempre, então finjo que meus trânsitos internos são menos intensos do que o são de fato. Segredos liberados com menos impacto do que pensamos...

    Longe dos que me conhecem, o alívio de poder experimentar qualquer caminho. Os sussurros no peito podem então sair com a força necessária para diminuir a pressão sobre meus miolos. Personagem que desejar, conto para os outros histórias nada fantásticas sobre meus quereres, antes segredadas apenas à mulher no espelho. Desafio de me ver sem chão, em universo desconhecido e às vezes hostil, faz sempre eu me lembrar de que minha Loira Estrelada estava mesmo certa: não preciso de ninguém para cuidar de mim.

    Afagos são sempre bem-vindos, que não me interpretem mal! Mas a prisão de me saber atada à retina de um outro me deixa desesperada como a uma Joana que vê seu país incendiar-se. Meu material é o vento e a leveza e os limites apenas sugeridos e jamais marcados em linhas rígidas. Sou péssima com expectativas, sempre! Quando se tratam de meu próprios passos, não haveria de ser diferente.

    Se nem eu mesma posso advinhar o que vou fazer dali a poucos metros, como permitir que alguém se confie a meu modo de caminhar?...



    Escrito por A dona do jardim às 02h07
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    Da série CONFISSÕES AO PÉ DO OUVIDO: Necessidades básicas

    Sem segredos, há coisas que eu DE FATO preciso:

    • Morar na França por uns tempos;
    • Um alguém que me faça companhia, sem que eu precise fingir ser uma outra pessoa;
    • Ter um lugar só meu;
    • Decidir rumos a pequeno e médio prazo;
    • Emagrecer um pouco;
    • Controlar minha loucura, que engole a cada dia a minha sanidade;
    • Fazer cinema;
    • Escrever mais;
    • Voltar a Porto Alegre;
    • Viajar sozinha por uns tempos;
    • Uma sessão de acunpuntura, para ontem!


    Escrito por A dona do jardim às 01h47
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    Da série RASCUNHOS POÉTICOS: Aparando pedaços

    Escondendo palavras por baixo das cutículas. (Unhas que crescem e arranham o pensamento). Desgaste natural pelo contato com coisas sólidas e imutáveis, que se desenrolam pelo avesso como laranja descascada./ Desaprendi a chover amarelo, mas aperto as retinas procurando cores frias que tranquilizem a alma em brasa. / Vermelho fogo, ferro, fagulha, sangue-da-ponta-do-dedo, mordiscado pela fúria de calar as perguntas.

    Meu ventre cresce por excessos de mim mesma. (Alento necessário para dias de chuva sobre os meus juízos). Tempestade de idéias que uivam ao entrar pela janela e jogam as notícias diárias no chão./ Agachada sobre os papéis me vejo de novo nocauteada pelos medos de menina. /Não tenho mais coragem de olhar debaixo da cama: lá mora um monstro que se alimenta dos pedaços de mim mesma que arranco na esperança de ganhar uma alma mais leve.


    Fúria. Fuga. Ferro. Sorriso amarelo. Silêncios cor de açúcar. Ponto. E de noite eu vou dormir enrolada entre meus cachos.



    Escrito por A dona do jardim às 15h31
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    Da série A VIDA NAS RUAS: Suspiro poético

     "É a chuva entregando Agosto à Primavera..."

    (...)

     

    Afirmação para lá de poética, de uma vendedora de cafezinho mega-ultra-super bráu, sobre o tempo de Salvador ontem.

    Só para lembrar que a beleza é capaz mesmo de surgir de qualquer frestinha.



    Escrito por A dona do jardim às 08h37
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    Da série MESTRANDO-ME: Metafísica

    ***

    Marianne: Qu'ai-je à faire là où je n'existe pas?

    ***

    *Fazer o que lá onde eu não existo?



    Escrito por A dona do jardim às 17h36
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