Da série SUDORESE DIÁRIA: No caminho certo?
Tudo bem que não trabalhei como devia no final de semana - devo ter dedicado uns 20% ao trabalho, uns 30% aos afetos e o resto ao merecido descanso. Tudo bem que não tenha a disciplina que pretendo ter. Tudo bem que sinto uma ponta de inveja daqueles que fazem as coisas sem esforço. Mais: inveja meeeeesmo dos que fazem as coisas sem sofrer e que declinam de convites sem dor. Tudo bem que sou uma louca desvairada que aceita muuuuuito mais coisas do que deveria. Tudo bem que a qualidade do que faço às vezes é expelida junto com meu suor. Tudo bem que meu dinheiro tem corrido porta afora como pequenos coelhos (rápidos) e assustados. Tudo bem que sou uma multi-foco, que perde um tempo danado devaneando - e escrever isto agora é prova disto. Tudo bem que sou dramática e tenho cer-te-za umas 3 vezes por ano de que a única solução de minha vida seria me matar. Tudo bem tudo isso... Mesmo! Porque estou tentando me amar, me respeitar, manter o humor, cuidar de meus afetos, ser responsável por mim. E sigo lu-tan-do para não achar que suor é sinônimo de competência, sob pena de me tornar uma moça arrogante-cheia-de-virtudes-à-moda-dos-protestantes-anglicanos-com-suas-roupas-pretas. Eca! Não acho que sou melhor do que alguém que não eu mesma no dia anterior. Pra frente, pé a pé, passo a passo, dia a dia. Mas, peloamordeCristo, eu mereço bater palmas para mim mesma. E não me chicotear como costumo fazer. Burra, perdendo tempo dizendo que sou burra (hum... fiquei confusa agora. rsrsr). Não estou pedindo a ninguém que me ovacione em NADA. Se algum amigo quiser me ajudar, me ensine apenas a unir sonoramente as minhas mãos evocando minha auto-estima, como fizeram uns muitos queridos a dias atrás. (Na verdade alguns deles na real me deram foi uns safanões daqueles que estragam o penteado, mas agradeço mesmo assim tal doçura maldisfarçada...). Acho que mereço, com tanto esforço, crescer, ganhar dinheiro, amigos, saúde e conforto no final da corrida, porque tenho investido para isso. Sem que isso seja em detrimento de absolutamente ninguém (o seu sucesso não me constrange; minhas confusões que me deixam abobada). Acho que mereço, de verdade! Se alguém souber o endereço do guichê onde a gente deve apresentar os carnês de suor quitados para receber meu merecido prêmio composto de Felicidade/Sucesso/Auto-realização, manda pra mim que eu serei eternamente grata. E, à meia-noite e apenas na metade do trabalho, repito: Vamo que vamo! P.S.: E antes que eu me esqueça: os que não souberem lidar com as conquistas dos outros, per favore, vão catar coquinho! rsrsrs
Escrito por A dona do jardim às 23h36
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Da série FURTOS VIRTUAIS: Risadas de mau-agouro

Escrito por A dona do jardim às 17h56
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Da série AUTO-DOUTRINAÇÃO: Pecado capital
E sigo, repetindo para mim mesma, para o mundo, para meu umbigo, para a TV e para todos os meus antepassados: EU TENHO DIREITO DE SENTIR PREGUIÇA! Ora, me deixem em paz, demoninhos infelizes da produtividade sem limites. Chega!
Escrito por A dona do jardim às 20h32
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Da série MENSAGEM NA GARRAFA: Amigos
É... parece que está amanhecendo. (...) Obrigada àqueles que me vieram ajudar a abrir as cortinas. Obrigada.
Escrito por A dona do jardim às 20h24
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Da série FRAGMENTOS: Perguntas e respostas
Após descobrir que estou muito mais cuidada por outros do que poderia supor no auge de minhas loucuras, me valho da força física para me fazer amanhecer. Caminhar para frente, com ou sem vontade; me mandaram fazer isso e estou obedecendo... Voltei hoje a meu processo de Fragmentos de um só, me dedicando ao solo 'Cartografia de um relevo interno', para falar dos tropeços solitários daqueles que inventam de criar um caminho só para si. O nome soa pomposo demais pro meu gosto e o tema não é novo, mas eu sou nova nele, e para mim isso basta para tornar tudo deliciosamente complicado. (Comida de se comer pelas beiradas, com colherzinha pequena para não engasgar) A regra, bem, tem sido 'menos dor', 'mais tranquilidade' e 'não tentar resolver tudonumrespirosó'. Assim, chegando a uma questão interessante na sala de ensaio, decidi compartilhar com os passeantes deste Jardim, e aguardar respostas para alimentar meu criar. Se você só pudesse levar 5 itens para uma longa viagem a um lugar desconhecido, o que você levaria? Só isso. Adorarei ter respostas. Mas entenderei os silêncios. Menos dor, não esqueça; esta é a regra deste espaço virtual até segunda ordem. Ainda que nas aventuras solitárias nem sempre possa ser assim tão simples...

Para assistir: Viagem a Darjeeling. Da categoria 'lugares bonitos' e 'tem o Adrien Brody no elenco'. E porque é divertido mesmo...
Escrito por A dona do jardim às 16h46
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Da série ERRATAS: Alertas amarelos, verdes e vermelhos
Olhe: tudo o que eu escrevi aí embaixo é verdade. Mas, como palavra escrita não tem 'tom' e eu odeio posar de lamurienta, aviso logo que a única parte importante é saber que estou cansada e confusa de verdade. Que o sono não tem ajudado. Mas que essas coisitas chatas são mesmo parte da vida, então não se gaste muito com isso não! Basta um cafunezinho para eu me distrair e todos os medos irem embora... Pelo menos é nisso que eu acredito. E mesmo sem vontade e morrendo de medo de todo o caminho, a máxima continua valendo: Vamo que vamo!
Escrito por A dona do jardim às 08h56
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Da série CONFISSÕES AO PÉ DO OUVIDO: Alerta vermelho
Preciso compartilhar uma coisa com que quer que seja antes que eu exploda: temo estar enlouquecendo. Sem figuras de linguagem. Não consigo pensar em menos de 50 coisas ao mesmo tempo; sinto dores nos músculos e reações nas entranhas pelo simples poder da imaginação; pesadelos são recorrentes; esqueço as coisas ou penso que já as fiz; misturo realidade e sonho com cada vez mais frequência. Nem quando eu ouvia vozes na minha cabeça (sim, isso de fato aconteceu, lá pelos 12 anos de idade. Era horrível, gritavam na minha cabeça, determinando comportamentos, dando ordens. Nada agressivo ou perigoso, mas realmente assustador. Segundo os médicos, alguns sintomas esquizofrênicos são comuns em adolescentes, ainda que passageiros. ufa...) eu senti a minha mente tão pouco sob controle. Não vou mentir só pra ser A BOA que eu não tô com medo; porque eu estou apavorada com o que se passa aqui dentro... Amigos, pronunciai-vos!
Escrito por A dona do jardim às 18h47
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Da série CITAÇÕES: Como um rio que nasce
Como um rio, que nasce de outros, saber seguir junto, com outros sendo e noutros se prolongando e construir o encontro com as águas grandes do oceano sem fim. Tiago de Melo (quem?rsrs)
Escrito por A dona do jardim às 13h19
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Ainda sobre necessidades... Viajar para mim é terapia das mais válidas. Pessoa preocupada com o olhar dos outros que sou (sim, esta sou eu!), tenho dificuldades em fazer mudanças estruturais frente àqueles que me conhecem de certa maneira. (Modus operandis que aprisiona...) Medo de solidão, certamente. Receio de me ver abandonada pelos olhos confusos dos amigos e convivas graças a mudanças loucas que minha alma insista em fazer. (Mutações diárias de Cosmos em constante explosão). Não tenho ganaa de solidão. Meu maior medo de criança era ser esquecida pelos meus pais no Shopping. (Marcas pequeno-burguesas que escondo sob camadas de discurso engajado) Como se meus passos errando entre as novidades coloridas das lojas fossem uma permissão para me deixarem ali. Culpa sugerindo que a inconstância resulta em repúdio do outro. Quero afetos sempre, então finjo que meus trânsitos internos são menos intensos do que o são de fato. Segredos liberados com menos impacto do que pensamos... Longe dos que me conhecem, o alívio de poder experimentar qualquer caminho. Os sussurros no peito podem então sair com a força necessária para diminuir a pressão sobre meus miolos. Personagem que desejar, conto para os outros histórias nada fantásticas sobre meus quereres, antes segredadas apenas à mulher no espelho. Desafio de me ver sem chão, em universo desconhecido e às vezes hostil, faz sempre eu me lembrar de que minha Loira Estrelada estava mesmo certa: não preciso de ninguém para cuidar de mim. Afagos são sempre bem-vindos, que não me interpretem mal! Mas a prisão de me saber atada à retina de um outro me deixa desesperada como a uma Joana que vê seu país incendiar-se. Meu material é o vento e a leveza e os limites apenas sugeridos e jamais marcados em linhas rígidas. Sou péssima com expectativas, sempre! Quando se tratam de meu próprios passos, não haveria de ser diferente. Se nem eu mesma posso advinhar o que vou fazer dali a poucos metros, como permitir que alguém se confie a meu modo de caminhar?...
Escrito por A dona do jardim às 02h07
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Da série CONFISSÕES AO PÉ DO OUVIDO: Necessidades básicas
Sem segredos, há coisas que eu DE FATO preciso: - Morar na França por uns tempos;
- Um alguém que me faça companhia, sem que eu precise fingir ser uma outra pessoa;
- Ter um lugar só meu;
- Decidir rumos a pequeno e médio prazo;
- Emagrecer um pouco;
- Controlar minha loucura, que engole a cada dia a minha sanidade;
- Fazer cinema;
- Escrever mais;
- Voltar a Porto Alegre;
- Viajar sozinha por uns tempos;
- Uma sessão de acunpuntura, para ontem!
Escrito por A dona do jardim às 01h47
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Da série RASCUNHOS POÉTICOS: Aparando pedaços
Escondendo palavras por baixo das cutículas. (Unhas que crescem e arranham o pensamento). Desgaste natural pelo contato com coisas sólidas e imutáveis, que se desenrolam pelo avesso como laranja descascada./ Desaprendi a chover amarelo, mas aperto as retinas procurando cores frias que tranquilizem a alma em brasa. / Vermelho fogo, ferro, fagulha, sangue-da-ponta-do-dedo, mordiscado pela fúria de calar as perguntas. Meu ventre cresce por excessos de mim mesma. (Alento necessário para dias de chuva sobre os meus juízos). Tempestade de idéias que uivam ao entrar pela janela e jogam as notícias diárias no chão./ Agachada sobre os papéis me vejo de novo nocauteada pelos medos de menina. /Não tenho mais coragem de olhar debaixo da cama: lá mora um monstro que se alimenta dos pedaços de mim mesma que arranco na esperança de ganhar uma alma mais leve.
Fúria. Fuga. Ferro. Sorriso amarelo. Silêncios cor de açúcar. Ponto. E de noite eu vou dormir enrolada entre meus cachos.
Escrito por A dona do jardim às 15h31
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Da série A VIDA NAS RUAS: Suspiro poético
"É a chuva entregando Agosto à Primavera..." (...) Afirmação para lá de poética, de uma vendedora de cafezinho mega-ultra-super bráu, sobre o tempo de Salvador ontem. Só para lembrar que a beleza é capaz mesmo de surgir de qualquer frestinha.
Escrito por A dona do jardim às 08h37
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